A riqueza de uma nação é diretamente proporcional à saúde mental de sua população

9 nov, 2020 | Na mídia

Entrevista dada ao portal Estadão.

A riqueza de uma nação é diretamente proporcional à saúde mental de sua população. Essa frase não é apenas uma frase de efeito ou para chamar a atenção da sociedade para o tema. É uma verdade científica!

Os transtornos mentais, ao comprometerem frontalmente as capacidades produtivas dos indivíduos, repercutem diretamente na geração de riqueza de uma nação. Estudos recentes mostram que os distúrbios emocionais:

– pioram a qualidade de vida;
– diminuem as capacidades cognitivas, deixando as pessoas mais lentas, com dificuldade para raciocinarem e memorizarem;
– aumentam o absenteísmo e o presenteísmo (que considero a consequência mais perversa da depressão, em que milhares de trabalhadores estão apenas presentes em seus trabalhos, mas muito longe de conseguirem executar todos os seus potenciais) e diminuem a participação social.

 

Considerando somente a depressão, ela é responsável pela terceira causa de afastamento dos brasileiros de seus postos de trabalho. Imagine o custo social e econômico desse dado?

A depressão dizima a capacidade intelectual das pessoas, trazendo as pobrezas criativas e de novas ideias. Não há mais dúvidas de que os transtornos mentais diminuem o potencial do indivíduo para contribuir para a sociedade.

Neste momento de pandemia, a Organização Mundial da Saúde (OMS) faz um alerta ao mundo: ” O impacto da pandemia na saúde mental das pessoas já é extremamente preocupante ” e segundo a Organização das Nações Unidas (ONU) é urgente a necessidade de aumentar os investimentos em saúde mental em todo o mundo.

Uma combinação apocalíptica está acontecendo agora!

Ao mesmo tempo em que explodem os casos de transtornos mentais, a Universidade do Estado do Rio de Janeiro detectou um aumento de 100% nos diagnósticos de depressão e de 80% nos de ansiedade, nos dois primeiros meses de pandemia. Está ocorrendo uma interrupção dos serviços de saúde mental na maioria dos países. De acordo com a OMS mais de 60% dos países relataram interrupções nos serviços de saúde mental para pessoas vulneráveis, mais de um terço (35%) relatou interrupções nas intervenções de emergência e 30% relataram interrupções no acesso a medicamentos para transtornos mentais, neurológicos e uso de substâncias.

Minha preocupação é que a pobreza gerada pela pandemia dos transtornos mentais seja muito maior que a pobreza gerada pelo coronavírus.

Antes do vírus, a depressão e a ansiedade já provocavam uma perda de 1 trilhão de dólares por ano em todo o mundo. Caso confirme a explosão de diagnósticos que estamos vendo e sendo registrado pelas principais universidade do país, a perda econômica será incalculável.

O Brasil nunca levou a sério a Saúde Mental. Apenas 1% do orçamento da saúde é investido na prevenção e tratamento dos distúrbios mentais. Isso é irrisório para um país que pretende ser grande um dia.

Mas há saídas! Assim como a pandemia de doenças mentais pode levar o mundo às crises mais profundas ainda, o contrário também é verdadeiro.

Segundo estudo publicado na revista Lancet Psychiatry, em 2016, para cada 1 dólar investido na expansão do tratamento destes transtornos no período de 2016 a 2030, haveria um retorno econômico de 4 dólares.

Ou seja, investir em saúde mental traz benefícios pessoais, sociais e econômicos. Definitivamente este tema deveria estar na pauta de governos que se preocupam com seu povo.

A cada segunda-feira, vamos falar de técnicas para melhorar o desempenho do seu cérebro e, consequentemente, sua qualidade de vida.

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